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Plano de recuperação judicial e reestruturação financeira de empresas 

A Pricing Brasil elabora a estrutura econômico-financeira de planos de recuperação judicial: diagnóstico da crise, modelagem financeira, estudo de capacidade de pagamento, demonstração de viabilidade econômica e laudo de avaliação de bens e ativos, exigidos pelo art. 53 da Lei nº 11.101/2005. Atendemos empresas em dificuldade financeira e escritórios de advocacia que conduzem processos de insolvência. Atuamos desde 1992, com sede em Belo Horizonte e atendimento em todo o país.

Quando o passivo cresce mais rápido que o caixa, a empresa tem menos tempo do que imagina e mais saídas do que costuma enxergar. A recuperação judicial é uma delas, ao lado da renegociação privada de dívidas, da mediação prévia e da recuperação extrajudicial. Escolher o caminho certo — e a hora certa — depende de um retrato honesto da geração de caixa, da estrutura do passivo e dos ativos disponíveis.

A Lei nº 11.101/2005 não se contenta com uma promessa de pagamento: exige a demonstração da viabilidade econômica do plano e um laudo econômico-financeiro e de avaliação de bens e ativos, subscrito por profissional legalmente habilitado ou empresa especializada (art. 53). É nessa camada que a Pricing Brasil atua — a construção financeira que sustenta o plano diante dos credores, do administrador judicial e do juízo.

Quando nos procurar

  • O processamento foi deferido e correm os 60 dias para apresentar o plano, ou o plano já apresentado precisa ser revisto;

  • O pedido está sendo preparado e faltam demonstrações, projeções e laudos consistentes;

  • O endividamento bancário e tributário avança, mas ainda há espaço para renegociar fora do Judiciário;

  • O plano foi aprovado e é preciso controlar o cumprimento mês a mês.


O que entregamos

  • Diagnóstico econômico-financeiro e definição do caminho de reestruturação

  • Modelo financeiro integrado, com DRE, fluxo de caixa e balanço projetados

  • Estudo de capacidade de pagamento e proposta de tratamento por classe de credores

  • Demonstração de viabilidade econômica e laudo de avaliação de bens e ativos (art. 53)

  • Material técnico para a negociação com credores e para a assembleia-geral

  • Acompanhamento do cumprimento do plano até o encerramento da recuperação

Como trabalhamos

  • Imersão e diagnóstico Levantamento contábil e financeiro, mapeamento do passivo por natureza e garantia, avaliação dos ativos onerados e livres e leitura da geração de caixa operacional. Ao fim desta etapa a empresa sabe qual caminho de reestruturação faz sentido — e se a recuperação judicial é mesmo o dele.

  • Modelagem e capacidade de pagamento Construção do modelo financeiro integrado, com projeções de resultado, caixa e balanço para todo o horizonte do plano. É aqui que se define o essencial: quanto, quando e como a empresa consegue pagar, antes de qualquer promessa a credor.

  • Plano e laudos Desenho da proposta de tratamento por classe de credores — prazos, carências, deságios e índices —, elaboração da demonstração de viabilidade econômica e do laudo de avaliação de bens e ativos, em trabalho conjunto com o escritório e dentro do prazo legal.

  • Negociação e aprovação Apoio técnico nas tratativas com bancos, fornecedores e credores relevantes, simulação imediata do impacto de cada contraproposta no caixa e preparação do material que sustenta a discussão na assembleia-geral de credores.

  • Cumprimento Implantação do controle gerencial do plano — orçamento, fluxo de caixa projetado contra realizado, indicadores e desvios — com relatórios periódicos para a empresa, para o escritório e, quando necessário, para o juízo, até o encerramento da recuperação.


Parceria com escritórios de advocacia

Atuamos como retaguarda técnica da banca, sem qualquer interseção com a atividade privativa da advocacia. O escritório conduz a tese jurídica, as petições e a assembleia; a Pricing Brasil conduz o diagnóstico, a modelagem financeira, os laudos e as simulações que apoiam a negociação. As parcerias podem ser pontuais, por caso, ou recorrentes.

Por que a Pricing Brasil

  • Mais de três décadas em controladoria, valuation e inteligência financeira

  • Modelagem financeira e análise de viabilidade como competência diária.

  • Equipe multidisciplinar: engenharia, administração, contabilidade, finanças e tributário.

 
Projeção não é otimismo: é o compromisso que a empresa assumirá com seus credores pelos próximos anos. Quanto mais cedo o diagnóstico, maior o leque de saídas e menor o custo da solução.

Perguntas frequentes sobre plano de recuperação judicial
 

O plano de recuperação judicial precisa estar pronto na petição inicial?

Não. O plano é apresentado no prazo improrrogável de 60 dias contados da publicação da decisão que defere o processamento da recuperação judicial, sob pena de convolação em falência. A petição inicial exige outros documentos econômico-financeiros, entre eles as demonstrações contábeis, o relatório gerencial de fluxo de caixa e sua projeção, a relação completa de credores e o relatório detalhado do passivo fiscal.

Quem pode assinar o laudo econômico-financeiro exigido na recuperação judicial?

O art. 53, III da Lei nº 11.101/2005 determina que o laudo econômico-financeiro e de avaliação dos bens e ativos seja subscrito por profissional legalmente habilitado ou por empresa especializada. É esse o papel assumido pela consultoria, que responde tecnicamente pelo conteúdo do documento.

O que é a demonstração de viabilidade econômica do plano?

É a comprovação de que a empresa consegue gerar caixa suficiente para cumprir o que promete aos credores. Na prática, reúne projeções de resultado e de fluxo de caixa para todo o horizonte do plano, com premissas explicitadas, análise de cenários e comparação entre o valor oferecido aos credores e o que receberiam em caso de liquidação.

A consultoria substitui o advogado da empresa?

Não. A representação judicial é privativa da advocacia. A consultoria atua na camada econômico-financeira — diagnóstico, modelagem, laudos e apoio técnico à negociação — em conjunto com o escritório escolhido pela empresa.

Minha empresa precisa mesmo pedir recuperação judicial?

Nem sempre. A recuperação judicial é uma das saídas, não a única. Renegociação privada de dívidas, conciliação e mediação prévias e recuperação extrajudicial podem ser mais rápidas e menos onerosas, dependendo da composição do passivo e do fôlego de caixa. O diagnóstico econômico-financeiro existe para responder a essa pergunta antes da decisão.

 

A contabilidade da empresa está atrasada. Isso inviabiliza o pedido? Não inviabiliza, mas precisa ser resolvido antes: o pedido exige demonstrações contábeis e relatórios gerenciais consistentes. Em empresas com contabilidade defasada — situação frequente na crise —, a reconstrução dessas informações em base confiável costuma ser a primeira etapa do trabalho.

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Artigos

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Toda empresa que entra em recuperação judicial atravessou antes um período em que a crise ainda era reversível a um custo muito menor. O problema é que esse período costuma ser percebido só depois que termina.A deterioração raramente começa no balanço. Começa no caixa: o prazo médio de pagamento a fornecedores se alonga, o desconto de duplicatas vira rotina, o parcelamento tributário deixa de ser exceção. Cada uma dessas decisões resolve a semana e encarece o ano. Quando o assunto finalmente chega à mesa de decisão, boa parte das saídas já foi consumida.

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